Por Felipe Sandrin
Para cada jogo, uma maior pressão; e a cada resultado negativo, uma enxurrada de críticas e culpados. Não vencemos, não convencemos, entramos com discurso de: "tem que ser hoje". Não foi, e provavelmente no próxima partida também não será.
Meu grande medo diante da vitória que não vem é que esta pressão logo exerça força até mesmo quando jogarmos em casa. Em um campeonato tão nivelado, é perfeitamente normal que times mandantes levem ampla vantagem, mas no nosso caso a responsabilidade de vencer fora tornou-se ainda maior devido à seqüência de maus resultados.
O time não é ruim: o que falta a nós falta à grande maioria nesse Brasileirão. Autuori é um bom técnico, vem notando as dificuldades técnicas e modificando na medida do possível. A boa notícia ficou por conta de Douglas Costa que jogou como deve-se jogar, deu outro ritmo à equipe e reascendeu o Douglas que imaginávamos vestindo a camisa tricolor.
Derrotas, vitórias, jogos invictos, jogos sem vencer... Assim seguirá nosso campeonato, são muitas rodadas, muitos meses e muita coisa por acontecer. Paulo tem a confiança da torcida e comissão técnica, tem o respaldo necessário para saber que seu tempo de trabalho será longo, e assim poderá desenvolver seu trabalho.
Eu acredito na continuidade, e mesmo que ainda não tenhamos vencido fora de casa, chegará a hora que venceremos, e então esta será apenas mais uma estatística passada. Esse deve ser o pensamento dos jogadores, pois se eles forem na onda deste questionamento, logo vencer irá se tornar ainda mais difícil e nossos jogos em casa também serão comprometidos.
Domingo, será o Cruzeiro. Não há tempo para ficar se lamentando, pois se perdermos começará a contagem das partidas que não ganhamos em casa. Há tempo para soluções, há tempo para vitórias fora de casa e há tempo para que ainda não seja tarde de mais.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Novo Ronaldinho ou novo Bruno?
Por Silvio Pilau
Hoje, o assunto entre os gremistas vai ser o jogo contra o São Paulo e a necessidade de conquistar a primeira vitória fora de casa. Sei disso. Mas o Zanella e o Sandrin já escreveram sobre isso nos dois últimos dias e não vale a pena repetir. Então, pensando em outro assunto, dois me vieram à cabeça.
O primeiro foi a situação de Tcheco, mas optei por não falar sobre isso. Quem me acompanha por aqui ou me conhece sabe que não gosto nem nunca gostei de nosso "capitão". Não é segredo algum. Mas eu o atacava quando todos o idolatravam; bater agora que ele está caído é covardia. Assim, escolhi falar sobre a grande promessa do Olímpico, sobre o novo Ronaldinho, sobre o garoto visado por grandes clubes da Europa: Douglas Costa.
Já faz alguns anos que ouvimos falar de Douglas como um craque. Eu jamais havia visto seu rosto e tinha a certeza absoluta de que um fenômeno estava sendo formado nas categorias de base da Azenha. Pelas declarações, testemunhos e entrevistas, todos pareciam ficar de queixo caído com Douglas. Era apenas uma questão de tempo até ele subir aos profissionais e se tornar um dos jogadores mais talentosos já revelados pelo Grêmio.
Pois ele foi promovido no ano passado e teve suas primeiras chances com Celso Roth. Foi razoavelmente bem, mas não chegou a mostrar tudo aquilo que se esperava. Logo voltou ao banco e não teve mais oportunidades. Neste ano, entrou poucas vezes. Na maioria delas, com pouco tempo para mostrar algo. Nas outras, foi um fiasco. Além de demonstrar total imaturidade – cometendo faltas burras e tomando cartões desnecessários – nada apresentou de futebol. Lembro de lances nos quais Douglas baixou a cabeça e saiu com bola e tudo pela lateral.
Porém, acredito piamente que o garoto de ouro do Olímpico tem muito mais talento do que mostrou até agora. O fato é que, até agora, aos 18 anos, parece que ainda não está preparado para o mundo do futebol. Infelizmente, Douglas parece ter se deslumbrado com um sucesso que ainda não veio. A impressão que fica é a de que começou a se considerar gênio, que sonhou com os milhões da Europa e esqueceu de algo primordial: de jogar bola. Esqueceu que ainda não fez absolutamente nada para mostrar que pode ser o que pensa ser.
E isso é uma pena. Tudo bem que existe uma tendência em exagerar absurdamente os talentos das categorias de base (Neymar quem?), mas Douglas tem qualidade. É rápido, habilidoso, sabe bater na bola. Tem tudo para se tornar um jogador interessante. Mas, para isso, precisa de um bom acompanhamento físico, técnico e psicológico. Precisa de humildade. Precisa entender que não é nada no mundo do futebol e que ainda falta muito para se tornar um jogador de verdade. Precisa, acima de tudo, querer ser esse jogador.
Exemplos de promessas que sumiram por não saberem conduzir a carreira temos aos milhares. A cada dez Brunos, surge um Ronaldinho. Douglas precisa escolher, logo, qual dos dois prefere ser.
Hoje, o assunto entre os gremistas vai ser o jogo contra o São Paulo e a necessidade de conquistar a primeira vitória fora de casa. Sei disso. Mas o Zanella e o Sandrin já escreveram sobre isso nos dois últimos dias e não vale a pena repetir. Então, pensando em outro assunto, dois me vieram à cabeça.
O primeiro foi a situação de Tcheco, mas optei por não falar sobre isso. Quem me acompanha por aqui ou me conhece sabe que não gosto nem nunca gostei de nosso "capitão". Não é segredo algum. Mas eu o atacava quando todos o idolatravam; bater agora que ele está caído é covardia. Assim, escolhi falar sobre a grande promessa do Olímpico, sobre o novo Ronaldinho, sobre o garoto visado por grandes clubes da Europa: Douglas Costa.
Já faz alguns anos que ouvimos falar de Douglas como um craque. Eu jamais havia visto seu rosto e tinha a certeza absoluta de que um fenômeno estava sendo formado nas categorias de base da Azenha. Pelas declarações, testemunhos e entrevistas, todos pareciam ficar de queixo caído com Douglas. Era apenas uma questão de tempo até ele subir aos profissionais e se tornar um dos jogadores mais talentosos já revelados pelo Grêmio.
Pois ele foi promovido no ano passado e teve suas primeiras chances com Celso Roth. Foi razoavelmente bem, mas não chegou a mostrar tudo aquilo que se esperava. Logo voltou ao banco e não teve mais oportunidades. Neste ano, entrou poucas vezes. Na maioria delas, com pouco tempo para mostrar algo. Nas outras, foi um fiasco. Além de demonstrar total imaturidade – cometendo faltas burras e tomando cartões desnecessários – nada apresentou de futebol. Lembro de lances nos quais Douglas baixou a cabeça e saiu com bola e tudo pela lateral.
Porém, acredito piamente que o garoto de ouro do Olímpico tem muito mais talento do que mostrou até agora. O fato é que, até agora, aos 18 anos, parece que ainda não está preparado para o mundo do futebol. Infelizmente, Douglas parece ter se deslumbrado com um sucesso que ainda não veio. A impressão que fica é a de que começou a se considerar gênio, que sonhou com os milhões da Europa e esqueceu de algo primordial: de jogar bola. Esqueceu que ainda não fez absolutamente nada para mostrar que pode ser o que pensa ser.
E isso é uma pena. Tudo bem que existe uma tendência em exagerar absurdamente os talentos das categorias de base (Neymar quem?), mas Douglas tem qualidade. É rápido, habilidoso, sabe bater na bola. Tem tudo para se tornar um jogador interessante. Mas, para isso, precisa de um bom acompanhamento físico, técnico e psicológico. Precisa de humildade. Precisa entender que não é nada no mundo do futebol e que ainda falta muito para se tornar um jogador de verdade. Precisa, acima de tudo, querer ser esse jogador.
Exemplos de promessas que sumiram por não saberem conduzir a carreira temos aos milhares. A cada dez Brunos, surge um Ronaldinho. Douglas precisa escolher, logo, qual dos dois prefere ser.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
O futebol é assim...
Por Cristiano Zanella
No futebol se ganha, se perde ou se empata! Mas o Grêmio teima em desafiar a lógica e a realidade, ou melhor, adapta a máxima do futebol à sua própria realidade: em casa, vence; fora, perde ou, no máximo, empata! Este é o Grêmio no Brasileirão 2009 – como diria Dino Sani, uma verdadeira caixinha de surpresas!
Penamos para ganhar – em casa – do modesto Santo André. O ataque, mais uma vez, comprometeu (escalar Herrera e Jonas é jogar com dois a menos). E, mais uma vez, prevaleceu o talento de Souza e o oportunismo de Rafael Marques (zagueiro, reserva e goleador). O futebol é assim..., diriam os analistas, os estudiosos, os especialistas. Se ganha, se perde, se empata! O tricolor venceu, mas não convenceu... Quem sabe na próxima?
Mas o fato é que o Grêmio, mesmo quando joga bem, teima em nunca vencer longe dos seus domínios, e é um time de extremos: tem a melhor campanha em casa, e a pior fora. Contrariando a lógica tricolor, acredito que dentro em breve haveremos de ganhar jogos fora, e quem sabe não será contra o atual campeão brasileiro a primeira vitória em terras estrangeiras? O São Paulo é um time sempre perigoso, que está crescendo na competição (como o fez no ano passado), mas é chegada a hora do Grêmio mostrar a que veio! O time vai estar completo, com sua formação considerada titular (perigo: Túlio, Souza e Tcheco entram em campo pendurados). Além disso, ganha um dia em relação aos adversários (jogou sábado e joga quinta, ao invés de domingo e quarta). Adversários que trocam de técnico, negociam jogadores com times do exterior (a janela de transferências internacionais continua aberta, para quem quiser passar...), tem atletas convocados pela seleção. Já o Grêmio segue com seu time base, aprimorando seu esquema de jogo, fiel às convicções do treinador.
Cabe antecipar que a reta final do primeiro turno vai ser casca: São Paulo (fora), Cruzeiro (em casa), Palmeiras, Barueri e Flamengo (todas fora). Ainda assim, ganhando, perdendo ou empatando, o momento é de paz no Olímpico! A vitória no Grenal injetou nas veias tricolores a dose de euforia perdida com as sucessivas derrotas em clássicos – uma adrenalina que faz superar carências técnicas que são evidentes, faz esquecer as ridículas atuações frente ao Avaí e Santo André, e faz acreditar que podemos sim vencer uma partida longe do sagrado território do Estádio Olímpico. Estamos no caminho certo! O futebol é assim... e o Grêmio há de ganhar uma partida além de seus domínios!
Para o que der e vier, com o Grêmio sempre!!!
No futebol se ganha, se perde ou se empata! Mas o Grêmio teima em desafiar a lógica e a realidade, ou melhor, adapta a máxima do futebol à sua própria realidade: em casa, vence; fora, perde ou, no máximo, empata! Este é o Grêmio no Brasileirão 2009 – como diria Dino Sani, uma verdadeira caixinha de surpresas!
Penamos para ganhar – em casa – do modesto Santo André. O ataque, mais uma vez, comprometeu (escalar Herrera e Jonas é jogar com dois a menos). E, mais uma vez, prevaleceu o talento de Souza e o oportunismo de Rafael Marques (zagueiro, reserva e goleador). O futebol é assim..., diriam os analistas, os estudiosos, os especialistas. Se ganha, se perde, se empata! O tricolor venceu, mas não convenceu... Quem sabe na próxima?
Mas o fato é que o Grêmio, mesmo quando joga bem, teima em nunca vencer longe dos seus domínios, e é um time de extremos: tem a melhor campanha em casa, e a pior fora. Contrariando a lógica tricolor, acredito que dentro em breve haveremos de ganhar jogos fora, e quem sabe não será contra o atual campeão brasileiro a primeira vitória em terras estrangeiras? O São Paulo é um time sempre perigoso, que está crescendo na competição (como o fez no ano passado), mas é chegada a hora do Grêmio mostrar a que veio! O time vai estar completo, com sua formação considerada titular (perigo: Túlio, Souza e Tcheco entram em campo pendurados). Além disso, ganha um dia em relação aos adversários (jogou sábado e joga quinta, ao invés de domingo e quarta). Adversários que trocam de técnico, negociam jogadores com times do exterior (a janela de transferências internacionais continua aberta, para quem quiser passar...), tem atletas convocados pela seleção. Já o Grêmio segue com seu time base, aprimorando seu esquema de jogo, fiel às convicções do treinador.
Cabe antecipar que a reta final do primeiro turno vai ser casca: São Paulo (fora), Cruzeiro (em casa), Palmeiras, Barueri e Flamengo (todas fora). Ainda assim, ganhando, perdendo ou empatando, o momento é de paz no Olímpico! A vitória no Grenal injetou nas veias tricolores a dose de euforia perdida com as sucessivas derrotas em clássicos – uma adrenalina que faz superar carências técnicas que são evidentes, faz esquecer as ridículas atuações frente ao Avaí e Santo André, e faz acreditar que podemos sim vencer uma partida longe do sagrado território do Estádio Olímpico. Estamos no caminho certo! O futebol é assim... e o Grêmio há de ganhar uma partida além de seus domínios!
Para o que der e vier, com o Grêmio sempre!!!
terça-feira, 28 de julho de 2009
Atitude.
Por Felipe Sandrin
Vitórias provêm de atitude, seja em casa ou não. Apenas quem entra com o compromisso de vencer pode realmente triunfar. Quando jogamos em casa, a mentalidade de nossos jogadores é simples, notada em cada entrevista: elas falam de obrigação. Já nas partidas longe do Olímpico, o discurso varia para palavras modestas: "vamos buscar um bom resultado".
O grande problema em jogar longe dos domínios não é propriamente a pressão do adversário ou da própria torcida, e sim a viagem que, apesar de cercada de cuidados, sempre desgasta e cansa os atletas.
Em um campeonato tão longo, o fundamental sempre será o grupo. Por isso, a cada jogo que vejo Souza decidir, corre junto a mim a dúvida: e quando ele não jogar? O Grêmio que vemos hoje é bem organizado taticamente, seus erros defensivos não são coletivos e sim individuais, assim como nosso ataque é totalmente dependente dele, Souza.
Na quinta-feira, jogaremos no Morumbi. Se nosso adversário marcar nosso jogador diferenciado, não venceremos novamente fora de casa. É necessário que Autuori ache alternativas para essa nossa total necessidade da bola parada. É necessário que Tcheco se torne o jogador que foi no Brasileirão passado. Precisamos de mais jogadores que possam decidir.
Nesta quinta, o jogo é em nosso velho conhecido Morumbi, diante de um São Paulo cheio de deficiências técnicas. Podemos vencer, basta querer realmente, entrar buscando a vitória e tratando o empate como derrota.
Ainda estamos no início do campeonato, mas é agora que verdadeiros campeões começam a dar a cara, é nessa hora onde tanto se fala em vencer que os fortes vencem e os fracos simplesmente esperam o próximo jogo para tentar novamente.
Quinta, vamos vencer.
Vitórias provêm de atitude, seja em casa ou não. Apenas quem entra com o compromisso de vencer pode realmente triunfar. Quando jogamos em casa, a mentalidade de nossos jogadores é simples, notada em cada entrevista: elas falam de obrigação. Já nas partidas longe do Olímpico, o discurso varia para palavras modestas: "vamos buscar um bom resultado".
O grande problema em jogar longe dos domínios não é propriamente a pressão do adversário ou da própria torcida, e sim a viagem que, apesar de cercada de cuidados, sempre desgasta e cansa os atletas.
Em um campeonato tão longo, o fundamental sempre será o grupo. Por isso, a cada jogo que vejo Souza decidir, corre junto a mim a dúvida: e quando ele não jogar? O Grêmio que vemos hoje é bem organizado taticamente, seus erros defensivos não são coletivos e sim individuais, assim como nosso ataque é totalmente dependente dele, Souza.
Na quinta-feira, jogaremos no Morumbi. Se nosso adversário marcar nosso jogador diferenciado, não venceremos novamente fora de casa. É necessário que Autuori ache alternativas para essa nossa total necessidade da bola parada. É necessário que Tcheco se torne o jogador que foi no Brasileirão passado. Precisamos de mais jogadores que possam decidir.
Nesta quinta, o jogo é em nosso velho conhecido Morumbi, diante de um São Paulo cheio de deficiências técnicas. Podemos vencer, basta querer realmente, entrar buscando a vitória e tratando o empate como derrota.
Ainda estamos no início do campeonato, mas é agora que verdadeiros campeões começam a dar a cara, é nessa hora onde tanto se fala em vencer que os fortes vencem e os fracos simplesmente esperam o próximo jogo para tentar novamente.
Quinta, vamos vencer.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Derrotas importantes.
Por Eder Fischer
Menos de 72 horas separaram o êxtase após o gre-nal histórico da partida contra o Avaí na quarta-feira. No domingo, não se ouviu protestos contra a direção, não se pediu a saída de Tcheco e nenhuma contratação. O time estava fechado e pronto para disputar o tri do Brasileirão. Assim somos nós torcedores e seres humanos, tudo está bem enquanto tudo vai bem. Ganhei uma promoção no trabalho? Logo esqueço o esforço que foi preciso fazer para chegar até lá e me acomodo acreditando que tenho um diferencial congênito, ou que Deus simplesmente resolveu parar de quebrar a cabeça tentando resolver o problema da fome na África e conflitos étnicos e dar uma ajuda para aquele cara que sempre se esforçou, mas nunca teve oportunidade. Mas esta reação é compreensível quando vinda de nós torcedores, porém questiono quando a opinião parte de profissionais remunerados para analisar partidas e transmiti-las a nós.
Não quero com isto dizer que o Grêmio não está mal só porque perdeu para o Avaí, mas sim que o Grêmio não está tão bem só porque ganhou o clássico. Já havia dito isto antes da partida na Ressacada. No Gre-Nal, fomos melhores, ok. Mas senti falta do carrinho, dos desentendimentos em campo, dos peitaços, daquele fôlego a mais para buscar uma bola perdida. Peculiaridades que marcam o jeito Grêmio de jogar, e que deveriam ser potencializadas em um Grenal. Já venho há algum tempo querendo tocar neste assunto, desde que o novo técnico assumiu, para ser mais exato. Autuori, um profissional polido, inteligente, o tipo que a imprensa gosta, desembarcou em Porto Alegre dizendo que não ia impor o seu jeito de jogar e sim adequar suas idéias ao padrão histórico do Grêmio. Um grande profissional,sem dúvida, mas não sou o primeiro a achar que ele não tem o perfil de um treinador tricolor. Sinto falta da “raça” gremista, do sangue castelhano, do abafa com um a menos aos 48 do segundo tempo para buscar o resultado e da retranca para segurar o resultado com três a menos, do sangue nas camisas, dos gritos à beira do gramado e da falta de ar ao final das partidas para dar entrevista, virtudes estas que não são possíveis apenas traçando táticas em um quadro negro.
Que a derrota de quarta-feira abra os olhos de nossos dirigentes e comissão técnica, para que façam este ajuste final que falta para almejarmos as primeiras colocações.
A boa notícia é que Autuori já foi visto além dos limites de sua área técnica dando alguns berros, cena rara em outros clubes pelo qual passou, sinal de que está cumprindo o que falou em sua primeira coletiva e se adequando ao futebol tricolor. Espero que isto seja rápido, pois os cães ladram e a caravana não para.
Menos de 72 horas separaram o êxtase após o gre-nal histórico da partida contra o Avaí na quarta-feira. No domingo, não se ouviu protestos contra a direção, não se pediu a saída de Tcheco e nenhuma contratação. O time estava fechado e pronto para disputar o tri do Brasileirão. Assim somos nós torcedores e seres humanos, tudo está bem enquanto tudo vai bem. Ganhei uma promoção no trabalho? Logo esqueço o esforço que foi preciso fazer para chegar até lá e me acomodo acreditando que tenho um diferencial congênito, ou que Deus simplesmente resolveu parar de quebrar a cabeça tentando resolver o problema da fome na África e conflitos étnicos e dar uma ajuda para aquele cara que sempre se esforçou, mas nunca teve oportunidade. Mas esta reação é compreensível quando vinda de nós torcedores, porém questiono quando a opinião parte de profissionais remunerados para analisar partidas e transmiti-las a nós.
Não quero com isto dizer que o Grêmio não está mal só porque perdeu para o Avaí, mas sim que o Grêmio não está tão bem só porque ganhou o clássico. Já havia dito isto antes da partida na Ressacada. No Gre-Nal, fomos melhores, ok. Mas senti falta do carrinho, dos desentendimentos em campo, dos peitaços, daquele fôlego a mais para buscar uma bola perdida. Peculiaridades que marcam o jeito Grêmio de jogar, e que deveriam ser potencializadas em um Grenal. Já venho há algum tempo querendo tocar neste assunto, desde que o novo técnico assumiu, para ser mais exato. Autuori, um profissional polido, inteligente, o tipo que a imprensa gosta, desembarcou em Porto Alegre dizendo que não ia impor o seu jeito de jogar e sim adequar suas idéias ao padrão histórico do Grêmio. Um grande profissional,sem dúvida, mas não sou o primeiro a achar que ele não tem o perfil de um treinador tricolor. Sinto falta da “raça” gremista, do sangue castelhano, do abafa com um a menos aos 48 do segundo tempo para buscar o resultado e da retranca para segurar o resultado com três a menos, do sangue nas camisas, dos gritos à beira do gramado e da falta de ar ao final das partidas para dar entrevista, virtudes estas que não são possíveis apenas traçando táticas em um quadro negro.
Que a derrota de quarta-feira abra os olhos de nossos dirigentes e comissão técnica, para que façam este ajuste final que falta para almejarmos as primeiras colocações.
A boa notícia é que Autuori já foi visto além dos limites de sua área técnica dando alguns berros, cena rara em outros clubes pelo qual passou, sinal de que está cumprindo o que falou em sua primeira coletiva e se adequando ao futebol tricolor. Espero que isto seja rápido, pois os cães ladram e a caravana não para.
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