Por Silvio Pilau
Então eu assisti ontem ao jogo da seleção. Sem muito ânimo, ainda de ressaca da noite anterior. Parei à frente da TV mais por inércia, porque final de semana sem futebol na telinha não dá. E o que vi foi uma das coisas mais pavorosas dos últimos tempos. Vergonhoso. A equipe formada por Dunga exalava apatia por todos os poros. Altitude? Aceito que ela colabore para prejudicar a apresentação de um atleta, mas nada justifica o fiasco feito ontem pelos jogadores. Ronaldinho parece jogar por obrigação, Robinho continua se achando sem apresentar nada e Felipe Melo na seleção? Tá bom...
Ninguém questiona o fato de que o resultado foi uma das maiores injustiças futebolísticas dos últimos anos. Júlio César encarnou nossa barreira chamada Victor e pegou tudo. Ou melhor, quase tudo, porque no gol equatoriano ele não tinha muito o que fazer. E os jogadores do Equador pareciam querer imitar o ataque gremista, pressionando, criando chances e não conseguindo fazer a pelota repousar nas redes. Foi, a exemplo do que escrevi após Grêmio e Universidad, uma chacina sem vítimas. Um verdadeiro massacre equatoriano em cima dos apavorados canarinhos.
Mas estou me enrolando. Esse é um espaço sobre o Grêmio, não para comentar a seleção brasileira. Fiz essa abertura falando sobre o jogo de ontem porque me dei conta de algo em meio à partida. Na verdade, sempre soube disso, mas ontem ficou mais claro. O que estou querendo dizer para vocês é que simplesmente não existe comparação entre os sentimentos que temos pela seleção e os que temos pelo clube de nosso coração.
Tudo bem que falo por mim. Isso é como eu sinto e não posso afirmar que esses meus sentimentos sejam os mesmos para outras pessoas. Mas, sinceramente, não dou a menor bola para o que acontece com a seleção. Em época de Copa do Mundo, torço para o Brasil. Não com o entusiasmo do Galvão Bueno e de 97% dos brasileiros, mas torço, sim, para que a nossa seleção tenha um bom desempenho e vença. No entanto, é só. Em tudo o mais, o que acontece com a seleção brasileira de futebol é completamente indiferente para mim.
Tomemos a partida de ontem como exemplo. Não fiquei bravo, raivoso ou indignado com a apresentação. Fiquei com vergonha, claro. Sou brasileiro, afinal de contas. Mas só. Quando o Grêmio perde – ou tem uma atuação como a do Brasil ontem -, fico mal após a partida. Tenho a sensação de alguém importante para mim, como um parente ou amigo, passa por um sério problema. A indignação por não poder fazer nada cresce e a raiva de ver a minha mística camisa representada de maneira pífia domina o corpo. Tenho certeza de que o mesmo acontece com todos vocês.
E nada disso aconteceu ontem. Após o apito final do árbitro, apenas indiferença. Por quê? Simplesmente porque a seleção brasileira não é meu time. Não é o distintivo da CBF que faz parte da minha vida desde criança. Meu patriotismo, no futebol, não é verde e amarelo. É azul, preto e branco. Meu país é o Olímpico. Meus conterrâneos são os gremistas. Minha História é a História de Lara, de Foguinho, de Alcindo, de Tarciso. Meus heróis são Baltazar, Renato, Jardel, Felipão.
Essa é a minha nação. Esse é meu orgulho. Não um grupo de jogadores deslumbrados que se reúnem para tocar pagode e dizerem que representam um país. Minha paixão vai para uma camisa listrada em três cores, vestida por homens de fibra e honra capazes de compreender tudo o que ela significa. Os meus sentimentos – de raiva, de felicidade, de indignação ou da mais pura paixão – vão para esse clube capaz de gerar tanto ódio dos outros quanto acumular glórias e faixas no peito. Essa é a minha identidade. Essa é a minha cultura.
Mais do que brasileiro, sou gremista.
segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
PONTO FINAL
Por Efer Fischer
Fiquei realmente intrigado com a repercussão da priorização da Libertadores pelo Grêmio, ao ponto de, em dados momentos, achar surreal as argumentações por parte da imprensa, com teses e fórmulas que chegavam a confundir-se com os comentários de alguns torcedores frustrados que não estão participando da maior competição de futebol das Américas. Por isso resolvi dar um ponto final, ao menos pra mim, com a minha opinião que é semelhante à da maioria dos torcedores Gremistas com quem converso social ou virtualmente, que, cá pra nós, é o que importa.
Não temos um guarda roupas tão diversificado, a ponto de irmos bem vestidos para duas festas no mesmo final de semana, mas se uma das festas é onde se encontram as mais belas mulheres da América, porque amarrotarei minha melhor roupa em um bailão em Palmitinho ou Serafina Corrêa (por exemplo)? Estamos sem grana, um botão que caia, uma canha que derrame e isto prejudicaria em muito o desempenho em nosso principal objetivo. Claro, não é um Smoking com gravatinha borboleta e aquela brilhante faixa na altura da cintura como o nosso vaidoso vizinho costuma usar até para ir à esquina, até porque, temos que nos vestir de acordo com a ocasião. Não fica bem botar um terno pra arrastar o pé ao som do Baitaca ou Mano Lima, que apesar de bem animado e com belíssimas prendas, não é a mesma coisa que uma festa na mansão da Playboy com suas coelhinhas. Ao menos o baile no galpão de pau a pique serve para testarmos nossas cantadas e quem sabe no final, ainda levamos no lombo do pingo a mais bela prenda do baile. E antes que comece a choradeira, queria lembrar aos leitores alternativos que há não muito tempo, vi o ex ídolo cabeludo deles, ao qual chamavam-no carinhosamente de "F9", quase se desaguar em choro no ombro de um repórter ao ser questionado sobre a eliminação prematura em um certo Gauchão. Na época eles se gabavam de ter o melhor elenco do mundo e no entanto ao final do jogo, ao ser questionado quase ganhou um Oscar ou uma indicação a participar de um filme de cowboys, pena que já filmaram Brokeback Mountain.
No entanto, tudo será feito com o intuito e o cuidado de não estragar a nossa meta. Se vamos conseguir ou não, é outra história, mas só não perdoarei o Grêmio caso não seja feito todo o esforço para conseguir o que deveria ser o principal objetivo de qualquer clube, que é ou se acha grande. E, ponto final.
Fiquei realmente intrigado com a repercussão da priorização da Libertadores pelo Grêmio, ao ponto de, em dados momentos, achar surreal as argumentações por parte da imprensa, com teses e fórmulas que chegavam a confundir-se com os comentários de alguns torcedores frustrados que não estão participando da maior competição de futebol das Américas. Por isso resolvi dar um ponto final, ao menos pra mim, com a minha opinião que é semelhante à da maioria dos torcedores Gremistas com quem converso social ou virtualmente, que, cá pra nós, é o que importa.
Não temos um guarda roupas tão diversificado, a ponto de irmos bem vestidos para duas festas no mesmo final de semana, mas se uma das festas é onde se encontram as mais belas mulheres da América, porque amarrotarei minha melhor roupa em um bailão em Palmitinho ou Serafina Corrêa (por exemplo)? Estamos sem grana, um botão que caia, uma canha que derrame e isto prejudicaria em muito o desempenho em nosso principal objetivo. Claro, não é um Smoking com gravatinha borboleta e aquela brilhante faixa na altura da cintura como o nosso vaidoso vizinho costuma usar até para ir à esquina, até porque, temos que nos vestir de acordo com a ocasião. Não fica bem botar um terno pra arrastar o pé ao som do Baitaca ou Mano Lima, que apesar de bem animado e com belíssimas prendas, não é a mesma coisa que uma festa na mansão da Playboy com suas coelhinhas. Ao menos o baile no galpão de pau a pique serve para testarmos nossas cantadas e quem sabe no final, ainda levamos no lombo do pingo a mais bela prenda do baile. E antes que comece a choradeira, queria lembrar aos leitores alternativos que há não muito tempo, vi o ex ídolo cabeludo deles, ao qual chamavam-no carinhosamente de "F9", quase se desaguar em choro no ombro de um repórter ao ser questionado sobre a eliminação prematura em um certo Gauchão. Na época eles se gabavam de ter o melhor elenco do mundo e no entanto ao final do jogo, ao ser questionado quase ganhou um Oscar ou uma indicação a participar de um filme de cowboys, pena que já filmaram Brokeback Mountain.
No entanto, tudo será feito com o intuito e o cuidado de não estragar a nossa meta. Se vamos conseguir ou não, é outra história, mas só não perdoarei o Grêmio caso não seja feito todo o esforço para conseguir o que deveria ser o principal objetivo de qualquer clube, que é ou se acha grande. E, ponto final.
sexta-feira, 27 de março de 2009
PAIRA A ESPERANÇA
Por Felipe Sandrin
Todos falam tanto nesta tal de altitude que, mesmo que ela não seja o monstro que dizem ser, ela certamente acaba influenciando no desempenho dos jogadores. E se olharmos por esse aspecto, o resultado diante o Aurora foi ótimo.
Mais uma vez, o foco voltou-se para os gols perdidos; mais uma vez, foi um agüenta coração por mais de 90 minutos. E a vitória, que de inicio era obrigação, tornou-se ainda mais valorizada diante do fato de termos um jogador a menos, fora de casa e na altitude.
Contamos com a sorte? Bom, depende, pois, se levarmos em conta a total falta de sorte nas duas bolas na trave que teriam matado o jogo de imediato, notaremos que não foi SÓ sorte que fez o Grêmio sair vitorioso. O frango pode ter sido escandaloso, mas a expulsão de Jonas foi ainda pior – méritos para o zagueiro que teve mais espírito de Libertadores e puxão de orelha no Jonas, para que aprenda que, além de fazer gols, também é preciso ter a "manha da coisa".
Agora, mais do que nunca, o Grêmio deve usar o Gauchão apenas como treino. Nitidamente, não temos plantel pra querer jogar duas competições simultâneas com tudo, o tempo de treinamento é pouco, o time gira em torno dos mesmos principais jogadores e os tempos também são outros. Portanto, não venham comentar sobre a época que Felipão jogava tudo e ganhava tudo. Afinal, nem time pra enfrentar o Grêmio aqui no Rio Grande tinha.
Três vitórias nos três jogos que ainda restam seriam importantíssimas: se o Grêmio joga muito mais com sua torcida, sendo quase imbatível no Olímpico, temos de trazer os jogos decisivos pra cá.
E para os que perguntam se estou feliz com o Grêmio, eu vos digo: sem sombra de dúvida que eu já estive mais triste. Hoje, ao menos paira a esperança. E com ela, o Grêmio que o impossível eu já vi fazer.
Todos falam tanto nesta tal de altitude que, mesmo que ela não seja o monstro que dizem ser, ela certamente acaba influenciando no desempenho dos jogadores. E se olharmos por esse aspecto, o resultado diante o Aurora foi ótimo.
Mais uma vez, o foco voltou-se para os gols perdidos; mais uma vez, foi um agüenta coração por mais de 90 minutos. E a vitória, que de inicio era obrigação, tornou-se ainda mais valorizada diante do fato de termos um jogador a menos, fora de casa e na altitude.
Contamos com a sorte? Bom, depende, pois, se levarmos em conta a total falta de sorte nas duas bolas na trave que teriam matado o jogo de imediato, notaremos que não foi SÓ sorte que fez o Grêmio sair vitorioso. O frango pode ter sido escandaloso, mas a expulsão de Jonas foi ainda pior – méritos para o zagueiro que teve mais espírito de Libertadores e puxão de orelha no Jonas, para que aprenda que, além de fazer gols, também é preciso ter a "manha da coisa".
Agora, mais do que nunca, o Grêmio deve usar o Gauchão apenas como treino. Nitidamente, não temos plantel pra querer jogar duas competições simultâneas com tudo, o tempo de treinamento é pouco, o time gira em torno dos mesmos principais jogadores e os tempos também são outros. Portanto, não venham comentar sobre a época que Felipão jogava tudo e ganhava tudo. Afinal, nem time pra enfrentar o Grêmio aqui no Rio Grande tinha.
Três vitórias nos três jogos que ainda restam seriam importantíssimas: se o Grêmio joga muito mais com sua torcida, sendo quase imbatível no Olímpico, temos de trazer os jogos decisivos pra cá.
E para os que perguntam se estou feliz com o Grêmio, eu vos digo: sem sombra de dúvida que eu já estive mais triste. Hoje, ao menos paira a esperança. E com ela, o Grêmio que o impossível eu já vi fazer.
quinta-feira, 26 de março de 2009
SORTE E AZAR
Por Silvio Pilau
Vou fazer uma previsão. Não sou Nostradamus, Mãe Diná ou qualquer um desses charlatões. Mas vou fazer uma previsão. Estão prontos? Então vai lá: a partir de agora, o Grêmio vai parar de perder gols na Libertadores. Se duvidam, esperem. Aguardem a próxima partida. Anotem isso que eu escrevo aqui e cobre de mim depois. De agora em diante, os atacantes gremistas vão começar botar a bola na rede nas chances criadas. Não em todas, claro. Mas não vai mais acontecer essa história de desperdício de gols.
Tá, pera lá. Vocês devem estar se perguntando no que eu me baseio para chegar a essa conclusão. Não é lendo folhas de chá, borras de café, rugas nas mãos. Não tenho idéia de como se faz isso. A minha previsão é baseada unicamente na perigosa relação entre sorte e azar. Até os quarenta e um minutos do segundo tempo do jogo de ontem em Cochabamba, o Grêmio estava com azar. Sim, azar. É impossível que tantos gols perdidos sejam culpa dos jogadores. Nenhum deles é ruim a ponto disso.
No entanto, nesse determinado minuto, tudo mudou para o Grêmio. Ou melhor, vai mudar. Até então, o Tricolor jogava bem, criava situações, mas, por algum motivo que foge à nossa compreensão, a bola não entrava. Ontem, em dez minutos de jogo, já tínhamos colocado duas bolas na trave. O azar estava perseguindo o Grêmio na Libertadores. Para sair um gol, para nossos jogadores poderem comemorar, era preciso muito esforço e teimosia. Era preciso bombardear o goleiro adversário para marcar um mísero tento. Azar.
Mas tudo vai mudar a partir de agora. Aos quarenta e um minutos do segundo tempo, Tcheco deu um chute tenebroso em uma cobrança de falta. Não foi um cruzamento. Não foi um chute a gol. Juro que não sei qual era a intenção dele. Foi, praticamente, um recuo. Um arremate fraco e direto nas mãos do goleiro. A bola viajou sem pretensões, sem propósito, sem pai nem mãe. Picou no gramado e já estava pronta para repousar no colo do arqueiro. Os gremistas já xingavam Tcheco pelo chute. Os torcedores do Aurora já respiravam aliviados.
Então, a sorte sorriu para o Grêmio. Pela primeira vez em toda a Libertadores, a o Tricolor foi abençoado pela sorte. A bola sem esperanças de Tcheco chegou, como previsto, às mãos do goleiro do Aurora. Mas ele deixou escapar. De forma ridícula, ele deixou escapar. Como uma criança irrequieta, ela não quis parar. Fugiu do abraço do arqueiro e, sem pressa, foi dormir no fundo do gol. Mal sabia ela o quanto essa atitude significaria para o Grêmio. Mal sabia ela que estava fazendo a sorte jogar a favor do Grêmio.
Era isso o que faltava para o Grêmio até aqui. Sorte. Somente sorte. Com o frango do boliviano, o azar foi embora do Olímpico. Substituição na equipe do Grêmio. Daqui pra frente, nada mais de milhões e milhões de chances desperdiçadas. Daqui pra frente, gols. Vitórias. A sorte passou para o nosso lado. Que seja sorte de campeão.
Vou fazer uma previsão. Não sou Nostradamus, Mãe Diná ou qualquer um desses charlatões. Mas vou fazer uma previsão. Estão prontos? Então vai lá: a partir de agora, o Grêmio vai parar de perder gols na Libertadores. Se duvidam, esperem. Aguardem a próxima partida. Anotem isso que eu escrevo aqui e cobre de mim depois. De agora em diante, os atacantes gremistas vão começar botar a bola na rede nas chances criadas. Não em todas, claro. Mas não vai mais acontecer essa história de desperdício de gols.
Tá, pera lá. Vocês devem estar se perguntando no que eu me baseio para chegar a essa conclusão. Não é lendo folhas de chá, borras de café, rugas nas mãos. Não tenho idéia de como se faz isso. A minha previsão é baseada unicamente na perigosa relação entre sorte e azar. Até os quarenta e um minutos do segundo tempo do jogo de ontem em Cochabamba, o Grêmio estava com azar. Sim, azar. É impossível que tantos gols perdidos sejam culpa dos jogadores. Nenhum deles é ruim a ponto disso.
No entanto, nesse determinado minuto, tudo mudou para o Grêmio. Ou melhor, vai mudar. Até então, o Tricolor jogava bem, criava situações, mas, por algum motivo que foge à nossa compreensão, a bola não entrava. Ontem, em dez minutos de jogo, já tínhamos colocado duas bolas na trave. O azar estava perseguindo o Grêmio na Libertadores. Para sair um gol, para nossos jogadores poderem comemorar, era preciso muito esforço e teimosia. Era preciso bombardear o goleiro adversário para marcar um mísero tento. Azar.
Mas tudo vai mudar a partir de agora. Aos quarenta e um minutos do segundo tempo, Tcheco deu um chute tenebroso em uma cobrança de falta. Não foi um cruzamento. Não foi um chute a gol. Juro que não sei qual era a intenção dele. Foi, praticamente, um recuo. Um arremate fraco e direto nas mãos do goleiro. A bola viajou sem pretensões, sem propósito, sem pai nem mãe. Picou no gramado e já estava pronta para repousar no colo do arqueiro. Os gremistas já xingavam Tcheco pelo chute. Os torcedores do Aurora já respiravam aliviados.
Então, a sorte sorriu para o Grêmio. Pela primeira vez em toda a Libertadores, a o Tricolor foi abençoado pela sorte. A bola sem esperanças de Tcheco chegou, como previsto, às mãos do goleiro do Aurora. Mas ele deixou escapar. De forma ridícula, ele deixou escapar. Como uma criança irrequieta, ela não quis parar. Fugiu do abraço do arqueiro e, sem pressa, foi dormir no fundo do gol. Mal sabia ela o quanto essa atitude significaria para o Grêmio. Mal sabia ela que estava fazendo a sorte jogar a favor do Grêmio.
Era isso o que faltava para o Grêmio até aqui. Sorte. Somente sorte. Com o frango do boliviano, o azar foi embora do Olímpico. Substituição na equipe do Grêmio. Daqui pra frente, nada mais de milhões e milhões de chances desperdiçadas. Daqui pra frente, gols. Vitórias. A sorte passou para o nosso lado. Que seja sorte de campeão.
quarta-feira, 25 de março de 2009
VENCER E ENCAMINHAR A CLASSIFICAÇÃO!
Por Cristiano Zanella
Os inimigos serão novamente a altitude e a falta de informações sobre o adversário. Celso Roth jura que o Aurora tem qualidade: conta com goleiro argentino, meio-campo paraguaio, conhece a altitude e joga rápido (lidera o campeonato local). Cautelosamente, enfatiza que em Libertadores não tem jogo fácil, e a mais simples formalidade pode transformar-se numa árdua batalha. E, de fato, o Aurora jogará sua vida contra o Grêmio. A previsão é de tempo chuvoso, o que dificulta para o time mais técnico. As reposições de bola serão imediatas, e os tiros de fora da área assustam Victor (a redonda, sob o efeito da altitude, tem trajetória irregular e imprevisível). Ao estreante Aurora, só a vitória interessa; é um adversário desesperado rumo à desclassificação já na primeira fase do cobiçado torneio continental.
São alguns dos aspectos a serem analisados na partida de logo mais. Já o Grêmio está fechado: jogadores, treinador, direção e torcida! A escalação e o sistema são incontestáveis, e a postura deverá ser a mesma que na Colômbia, contra o Boyacá Chicó. O tricolor sabe que os confrontos com o representante boliviano (país com o pior futebol da América do Sul) poderão ser determinantes de sua trajetória na competição – até porque, na seqüência vem o Universidad de Chile, que jogará em casa, tem mais tradição, melhor time e treinador experiente.
O Grêmio vai a campo completo e com seus titulares absolutos, descansado, concentrado, jogando no 3-5-2 e pronto pra guerra: Victor; Léo, Réver e Rafael Marques; Ruy, Adilson, Tcheco, Souza e Fábio Santos; Jonas e Alex Mineiro. No banco, boas opções como Jadílson, Douglas Costa, Makelele, Herrera e Maxi Lopez. Ninguém duvida: um elenco bem superior em relação ao de temporadas passadas.
Mas, cabe lembrar que enfrentar um adversário do naipe de um Aurora é como brigar com bêbado: se tu bate, é covarde; se apanha, vão dizer que tu não bate nem num gambá. Para mim, pouco importa a condição etílica do sujeito... é jogo pra vencer e encaminhar a classificação à próxima fase! O meu palpite? Grêmio sempre, como a aurora precursora!
Sirvam nossas façanhas de modelo à toda Terra! Eu vou... e vou a pé, para o que der e vier! Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Grêmio!
Os inimigos serão novamente a altitude e a falta de informações sobre o adversário. Celso Roth jura que o Aurora tem qualidade: conta com goleiro argentino, meio-campo paraguaio, conhece a altitude e joga rápido (lidera o campeonato local). Cautelosamente, enfatiza que em Libertadores não tem jogo fácil, e a mais simples formalidade pode transformar-se numa árdua batalha. E, de fato, o Aurora jogará sua vida contra o Grêmio. A previsão é de tempo chuvoso, o que dificulta para o time mais técnico. As reposições de bola serão imediatas, e os tiros de fora da área assustam Victor (a redonda, sob o efeito da altitude, tem trajetória irregular e imprevisível). Ao estreante Aurora, só a vitória interessa; é um adversário desesperado rumo à desclassificação já na primeira fase do cobiçado torneio continental.
São alguns dos aspectos a serem analisados na partida de logo mais. Já o Grêmio está fechado: jogadores, treinador, direção e torcida! A escalação e o sistema são incontestáveis, e a postura deverá ser a mesma que na Colômbia, contra o Boyacá Chicó. O tricolor sabe que os confrontos com o representante boliviano (país com o pior futebol da América do Sul) poderão ser determinantes de sua trajetória na competição – até porque, na seqüência vem o Universidad de Chile, que jogará em casa, tem mais tradição, melhor time e treinador experiente.
O Grêmio vai a campo completo e com seus titulares absolutos, descansado, concentrado, jogando no 3-5-2 e pronto pra guerra: Victor; Léo, Réver e Rafael Marques; Ruy, Adilson, Tcheco, Souza e Fábio Santos; Jonas e Alex Mineiro. No banco, boas opções como Jadílson, Douglas Costa, Makelele, Herrera e Maxi Lopez. Ninguém duvida: um elenco bem superior em relação ao de temporadas passadas.
Mas, cabe lembrar que enfrentar um adversário do naipe de um Aurora é como brigar com bêbado: se tu bate, é covarde; se apanha, vão dizer que tu não bate nem num gambá. Para mim, pouco importa a condição etílica do sujeito... é jogo pra vencer e encaminhar a classificação à próxima fase! O meu palpite? Grêmio sempre, como a aurora precursora!
Sirvam nossas façanhas de modelo à toda Terra! Eu vou... e vou a pé, para o que der e vier! Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Grêmio!
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