Por Eder Fischer
Vai lá, São Paulo, sai metendo pressão. Toca logo dois ou três nos 20 primeiros minutos. Aproveita o momento e se vinga de uma vez do Fluminense. Lembra? Foram eles que humilharam vocês, acabando com o sonho da Libertadores deste ano. Levantem este caneco agora, junto com a sua torcida – o outro jogo não será no Morumbi. É chato comemorar título em aeroporto. Por favor, acabem logo com o sonho deste gremista agonizante que enfrenta deboches diários por dizer que ainda acredita.
Eu não agüento mais ficar calculando, comparando adversários e achar que ainda é possível. Eu não agüento mais ficar pensando naqueles pontinhos que poderíamos ter ganho – e talvez agora estar dependendo de um empate para ser campeão. Eu não agüento mais ficar lembrando que terminamos o primeiro turno 11 pontos à frente de vocês, Eu não agüento mais ver as projeções de um campeonato utópico sem erros de arbitragem (prejudicando o Grêmio) que nos deixariam à frente de vocês hoje. Então, como diria Joquim, o louco de chapéu azul, na canção de Vitor Ramil, "me dê apenas mais um tiro por favor. Olha pra mim, não há nada mais triste que um homem morrendo de frio". Foi uma semana angustiante, quase insuportável, não sei se vou agüentar mais uma. Imaginem só: uma derrota do São Paulo aliada a uma vitória do tricolor. Não. Não imaginem, será torturante, isto é o que eu chamaria de requintes de crueldade.
Domingo, por volta das 19 horas, quero estar tomando minha ceva, tranqüilo, e mentindo numa sinceridade cínica para mim mesmo: este time do São Paulo é foda mesmo, os caras têm grana e competência, este ano é deles de novo, com justiça.
Quero ao menos que Deus seja justo e me permita já estar na Libertadores, fazendo projeções dos adversários que enfrentaremos, das contratações, da nova camisa e novo patrocinador. Será que o Roth continua?
Antes de concluir meu texto, recebo a ligação de meu pai. Um dos maiores gremistas que conheço. Ele é geralmente racional e realista. Falamos por algum tempo até que perguntei do Grêmio. E ai, pai? Libertadores ano que vem? Estava esperando uma resposta do tipo:
- É, o título já era, mas ano que vem a Libertadores é nossa.
Isto faria com que eu me sentisse um pouco menos culpado. Então vem a resposta do "Seu Fischer":
- Alguma coisa me diz que ainda vamos ganhar este campeonato.
Ser gremista não é fácil, nunca foi e nunca será. Ao mesmo tempo em que vejo o quão difícil, quase impossível é ganhar este campeonato, eu sei que, se tivermos que ganhar este campeonato este ano ou em algum outro ano, não será nem um pouco mais fácil.
No final o que valerá mesmo, será o que ocorreu durante.
Sei tudo que o Tricolor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...
sábado, 29 de novembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
FAÇAM SUAS APOSTAS
Por Felipe Sandrin
O futebol pode até ser uma caixinha de surpresas, mas duvido que as situações da dupla mudem agora que estamos tão perto da linha final. O Inter sairá campeão da Sul-Americana, e o Grêmio não será campeão brasileiro.
Desmerecer títulos não é comigo: eu gostaria de conquistar o título que os colorados irão conquistar. Títulos nunca são de mais. Porém, eu não trocaria uma classificação para a Libertadores por este título. Não se pode negar que, por enquanto, a Sul-Americana é pouco prestigiada. Pode vir a crescer, pode ser que nos próximos anos seja importante ter na sala de troféus um título de tal competição, mas por enquanto não significa tanto quanto, por exemplo, uma Libertadores.
Agrada-me o fato de nossos irmãos colorados obterem tal título. Isso pode ser um incentivo a mais para nossos dirigentes – que também terão de aturar foguetes e piadinhas. Sem dúvida, ver o principal rival ganhar algo nos trás a obrigação de resposta.
Ao que tudo indica, o Inter não vai para a Llibertadores e, com a Sul-Americana sendo vencida, ameniza-se cobranças. O super plantel do Beira-Rio não jogará a principal competição do continente em 2009. O centenário colorado não será focado no melhor presente que um clube brasileiro pode ganhar. Já o Grêmio fará de tudo para que 2009 seja o ano da década. A direção tricolor sabe que seria a resposta perfeita para toda e qualquer provocação.
Eu aposto em um Inter campeão e em um Grêmio derrotado no final deste 2008. Porém, há poucos meses, jurávamos que a situação seria invertida. Assim como no início do ano víamos um Inter multicampeão e um Grêmio rebaixado.
O futebol muda a toda hora. Não espero tantas mudanças neste final de ano, não. Mas para 2009 prevejo algo muito grande acontecendo. A questão é: será um Grêmio campeão ou um Inter avassalador?
Meus amigos, façam suas apostas, pois 2009 já começou.
O futebol pode até ser uma caixinha de surpresas, mas duvido que as situações da dupla mudem agora que estamos tão perto da linha final. O Inter sairá campeão da Sul-Americana, e o Grêmio não será campeão brasileiro.
Desmerecer títulos não é comigo: eu gostaria de conquistar o título que os colorados irão conquistar. Títulos nunca são de mais. Porém, eu não trocaria uma classificação para a Libertadores por este título. Não se pode negar que, por enquanto, a Sul-Americana é pouco prestigiada. Pode vir a crescer, pode ser que nos próximos anos seja importante ter na sala de troféus um título de tal competição, mas por enquanto não significa tanto quanto, por exemplo, uma Libertadores.
Agrada-me o fato de nossos irmãos colorados obterem tal título. Isso pode ser um incentivo a mais para nossos dirigentes – que também terão de aturar foguetes e piadinhas. Sem dúvida, ver o principal rival ganhar algo nos trás a obrigação de resposta.
Ao que tudo indica, o Inter não vai para a Llibertadores e, com a Sul-Americana sendo vencida, ameniza-se cobranças. O super plantel do Beira-Rio não jogará a principal competição do continente em 2009. O centenário colorado não será focado no melhor presente que um clube brasileiro pode ganhar. Já o Grêmio fará de tudo para que 2009 seja o ano da década. A direção tricolor sabe que seria a resposta perfeita para toda e qualquer provocação.
Eu aposto em um Inter campeão e em um Grêmio derrotado no final deste 2008. Porém, há poucos meses, jurávamos que a situação seria invertida. Assim como no início do ano víamos um Inter multicampeão e um Grêmio rebaixado.
O futebol muda a toda hora. Não espero tantas mudanças neste final de ano, não. Mas para 2009 prevejo algo muito grande acontecendo. A questão é: será um Grêmio campeão ou um Inter avassalador?
Meus amigos, façam suas apostas, pois 2009 já começou.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
BALANÇO
Por Silvio Pilau
Como afirmei no meu texto anterior, joguei a toalha. Não adianta. Por mais apaixonado que seja, por mais acostumado que esteja a provas incríveis de superação Tricolor, o Grêmio não será o campeão brasileiro de 2008. O problema não é mais nem o Grêmio. Acho que podemos, sim, vencer as duas partidas que faltam. A dificuldade é o São Paulo, no momento atual, somar apenas um ponto nas rodadas que faltam. No entanto, tenho absoluta certeza de que estaremos na Libertadores do ano que vem.
Diante disso, com tudo definido, acho que é possível fazer um balanço do ano que passou. Foram doze meses distintos, divididos em duas partes. Em ambas, tivemos decepções. Porém, elas vieram por motivos diferentes. No primeiro semestre, as expectativas eram altas. Gauchão e Copa do Brasil eram dois títulos possíveis. O primeiro, então, parecia estar marcado para nós. As duas quedas – para um time da segunda e um da terceira divisão – causaram um verdadeiro terremoto no Olímpico. O futuro parecia negro para o campeonato nacional.
No entanto, ocorreu o oposto. Contra todas as previsões, o Grêmio disputou as primeiras posições desde o início, surpreendendo não somente o Brasil como a própria torcida. A esperança começou a surgir. Falar em título tornou-se corriqueiro. Por isso, a decepção. O próprio time ergueu as expectativas da torcida e não vê-las cumpridas foi uma frustração tão grande ou até maior do que a ocorrida no primeiro semestre. O título esteve em nossas mãos e deixamos escapar.
Olhando para trás, porém, saímos no lucro. Antes do campeonato, falava-se em evitar o rebaixamento e encerraremos o campeonato em uma das primeiras posições e com vaga assegurada para a Libertadores da América. Quem disser que esperava algo mais do que isso após o desastre do primeiro semestre estará mentindo. O Grêmio, com a desconfiança da torcida em relação ao grupo e com o repúdio declarado dos torcedores em relação ao técnico, encerra uma belíssima campanha com passagem para a mais importante competição sul-americana.
Em relação à equipe, muito deve mudar. Muito mesmo. Conto no dedos os jogadores que gostaria que ficassem: Victor, defensor das traves, atualmente o melhor goleiro do Brasil; Réver, o gigante intransponível, um dos melhores zagueiros do campeonato; e Rafael Carioca, volante de técnica e desarme impecável. Estes são os medalhões. Os únicos jogadores acima da média do elenco. É a partir daí que o resto do grupo deve ser construído.
Claro que outros podem ficar. Pereirão, pelo seu grande ano. Mattioni, Douglas e Héverton, pelas promessas. Léo, que, apesar de um ano irregular, é um zagueiro de talento. Magrão, que provavelmente jamais repetirá o ano que teve, mas é um bom jogador de grupo. E só. Estes são os que possuem condições de continuar vestindo a gloriosa camisa tricolor. O ataque pode ir embora. Tcheco, fraco, lento e medroso, pode voltar para a Arábia. Os laterais, bom, esses ninguém viu durante o ano.
E o treinador? É inegável que Roth fez um trabalho fantástico. Ele errou muitas vezes, claro. A torcida sempre o vaiou, claro. Mas ele levou uma equipe incrivelmente limitada a algo inimaginável como a vaga na Libertadores. Mais inacreditável ainda, liderou pela maioria do campeonato e brigou pelo título até o final. Roth merece crédito por isso. Não merece, porém, continuar.
O técnico teve sua chance. Se tivesse ganho algo, eu aceitaria a sua permanência. Mas a torcida simplesmente o odeia e não há clima para seguir treinando o Grêmio. Não mais uma vez. A direção o segurou no início do campeonato e a aposta deu certo. Quais as chances de dar novamente? O ciclo de Roth encerrou no Grêmio. O Tricolor precisa de um técnico novo, de atletas diferentes e da mesma torcida. Assim, com essa reformulação, poderemos disputar o título da Libertadores.
Era o que faria se fosse dirigente. Será que eles farão?
Como afirmei no meu texto anterior, joguei a toalha. Não adianta. Por mais apaixonado que seja, por mais acostumado que esteja a provas incríveis de superação Tricolor, o Grêmio não será o campeão brasileiro de 2008. O problema não é mais nem o Grêmio. Acho que podemos, sim, vencer as duas partidas que faltam. A dificuldade é o São Paulo, no momento atual, somar apenas um ponto nas rodadas que faltam. No entanto, tenho absoluta certeza de que estaremos na Libertadores do ano que vem.
Diante disso, com tudo definido, acho que é possível fazer um balanço do ano que passou. Foram doze meses distintos, divididos em duas partes. Em ambas, tivemos decepções. Porém, elas vieram por motivos diferentes. No primeiro semestre, as expectativas eram altas. Gauchão e Copa do Brasil eram dois títulos possíveis. O primeiro, então, parecia estar marcado para nós. As duas quedas – para um time da segunda e um da terceira divisão – causaram um verdadeiro terremoto no Olímpico. O futuro parecia negro para o campeonato nacional.
No entanto, ocorreu o oposto. Contra todas as previsões, o Grêmio disputou as primeiras posições desde o início, surpreendendo não somente o Brasil como a própria torcida. A esperança começou a surgir. Falar em título tornou-se corriqueiro. Por isso, a decepção. O próprio time ergueu as expectativas da torcida e não vê-las cumpridas foi uma frustração tão grande ou até maior do que a ocorrida no primeiro semestre. O título esteve em nossas mãos e deixamos escapar.
Olhando para trás, porém, saímos no lucro. Antes do campeonato, falava-se em evitar o rebaixamento e encerraremos o campeonato em uma das primeiras posições e com vaga assegurada para a Libertadores da América. Quem disser que esperava algo mais do que isso após o desastre do primeiro semestre estará mentindo. O Grêmio, com a desconfiança da torcida em relação ao grupo e com o repúdio declarado dos torcedores em relação ao técnico, encerra uma belíssima campanha com passagem para a mais importante competição sul-americana.
Em relação à equipe, muito deve mudar. Muito mesmo. Conto no dedos os jogadores que gostaria que ficassem: Victor, defensor das traves, atualmente o melhor goleiro do Brasil; Réver, o gigante intransponível, um dos melhores zagueiros do campeonato; e Rafael Carioca, volante de técnica e desarme impecável. Estes são os medalhões. Os únicos jogadores acima da média do elenco. É a partir daí que o resto do grupo deve ser construído.
Claro que outros podem ficar. Pereirão, pelo seu grande ano. Mattioni, Douglas e Héverton, pelas promessas. Léo, que, apesar de um ano irregular, é um zagueiro de talento. Magrão, que provavelmente jamais repetirá o ano que teve, mas é um bom jogador de grupo. E só. Estes são os que possuem condições de continuar vestindo a gloriosa camisa tricolor. O ataque pode ir embora. Tcheco, fraco, lento e medroso, pode voltar para a Arábia. Os laterais, bom, esses ninguém viu durante o ano.
E o treinador? É inegável que Roth fez um trabalho fantástico. Ele errou muitas vezes, claro. A torcida sempre o vaiou, claro. Mas ele levou uma equipe incrivelmente limitada a algo inimaginável como a vaga na Libertadores. Mais inacreditável ainda, liderou pela maioria do campeonato e brigou pelo título até o final. Roth merece crédito por isso. Não merece, porém, continuar.
O técnico teve sua chance. Se tivesse ganho algo, eu aceitaria a sua permanência. Mas a torcida simplesmente o odeia e não há clima para seguir treinando o Grêmio. Não mais uma vez. A direção o segurou no início do campeonato e a aposta deu certo. Quais as chances de dar novamente? O ciclo de Roth encerrou no Grêmio. O Tricolor precisa de um técnico novo, de atletas diferentes e da mesma torcida. Assim, com essa reformulação, poderemos disputar o título da Libertadores.
Era o que faria se fosse dirigente. Será que eles farão?
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
FALTOU TIME
Por Cristiano Zanella
A derrota diante do Vitória da Bahia praticamente encerra as possibilidades de título para o Tricolor. Faltou qualidade, faltou planejamento, faltou técnico, faltou superação! O Grêmio foi longe demais? A campanha é superior às possibilidades do time? Talvez... Mas agora é planejar o ano de 2009; a temporada acaba sem títulos no Olímpico. Nem mesmo o miserável Gauchão conseguimos conquistar – chances tivemos, mas tínhamos também Celso Roth no comando, um técnico fadado ao fracasso. No domingo, escalou Jean no lugar de Heverton, lançou a campo Paulo Sérgio e o ridículo Orteman quando precisava de força na frente, deixou as promessas Mattioni e Douglas Costa descansando em Porto Alegre enquanto André Luiz errava gols feitos, manteve o inoperante Marcel como titular absoluto no ataque. Uma jornada infeliz, que consagra sua (mais uma!) improdutiva passagem pelo Olímpico.
Tudo ia bem até a virada do turno, quando o time era líder isolado, onze pontos na frente do São Paulo, e chegaram os reforços que acabaram não reforçando nada: Orteman, Morales, Souza. Pelo contrário, a partir daí o treinador ficou ainda mais confuso, passou a sofrer ainda mais pressão de parte da torcida, da direção e da imprensa. Os reforços e as lesões pioraram o time que já estava formatado! Como podíamos imaginar que até Souza daria uma resposta tão aquém da expectativa? É evidente que o treinador não é o único culpado, acredito que ninguém mais do que Celso Roth precisava deste título – mas que a campanha é a cara de Roth... ninguém haverá de contestar!
Antes disso: nossa ruína começou no exato momento em que poupamos os titulares na Copa Sul-Americana. Eu defendo essa tese: time titular sempre e em todas competições! Jogador é pra estar em campo! Botar time reserva em Gre-nal?!?! É brincadeira! Pois além de não conquistar títulos, tampouco ganhamos Gre-nais em 2008! Pelo contrário: do clássico do segundo turno, com os titulares em campo, prefiro nem lembrar!
O ataque não faz gols! Fato! Somados todos os atacantes não resultam em um! O Pere(b)a é uma piada, já podia ter sido mandado embora no meio do ano e falta não teria feito (tem contrato até 2010). Escalar Marcel é jogar com um a menos; é jogador pra os últimos 15 minutos se o time estiver ganhando, e olhe lá. Os franzinos Reinaldo e Soares não resolvem, não disputam, não ganham divididas, e ao negão Morales, que chegou pra resolver, não deram chances. Uma pena! Sigo na convicção de que Morales tem mais intimidade com a bola que Marcel.
Laterais? Não temos! Fato! Trata-se de prioridade para a próxima temporada. O meio campo ainda que vá lá, mas sem atacantes e laterais minimamente qualificados fica muito difícil (o trabalho dos alas é fundamental para o equilíbrio do time). Os destaques positivos ficam por conta do goleiro Victor (baita contratação, garantiu a classificação à Libertadores) e a zaga (Léo, Rever e até Pereirão).
Rumores indicam que Celso Roth deve renovar. Aí é dose! Aí é avalizar a derrota e a falta de qualidade – fracasso no Gauchão, Copa do Brasil, Sul-Americana e Brasileiro, Roth já deu claras demonstrações da sua falta de talento para ganhar títulos. O fim do filme todos conheciam, era a reprise que ninguém gostaria de ver. Se faltou qualidade, a ausência desta sempre compensamos na garra, na pegada, na raça, na indignação... Neste sentido, o time é também reflexo do seu treinador: cabisbaixo, mal humorado, resignado e reclamão.
E aí, ficamos assim...! Chance de título no Brasileirão como essa – no sistema de pontos corridos – vai ser difícil pintar novamente! Mas tamos na peleia! A torcida pode ficar tranqüila, na consciência do dever cumprido: a nossa parte fizemos, cantando sem parar dentro e fora do Olímpico!
Assim foi, assim é, assim será! Grêmio sempre!!!
Mas Celso Roth... nunca mais!
A derrota diante do Vitória da Bahia praticamente encerra as possibilidades de título para o Tricolor. Faltou qualidade, faltou planejamento, faltou técnico, faltou superação! O Grêmio foi longe demais? A campanha é superior às possibilidades do time? Talvez... Mas agora é planejar o ano de 2009; a temporada acaba sem títulos no Olímpico. Nem mesmo o miserável Gauchão conseguimos conquistar – chances tivemos, mas tínhamos também Celso Roth no comando, um técnico fadado ao fracasso. No domingo, escalou Jean no lugar de Heverton, lançou a campo Paulo Sérgio e o ridículo Orteman quando precisava de força na frente, deixou as promessas Mattioni e Douglas Costa descansando em Porto Alegre enquanto André Luiz errava gols feitos, manteve o inoperante Marcel como titular absoluto no ataque. Uma jornada infeliz, que consagra sua (mais uma!) improdutiva passagem pelo Olímpico.
Tudo ia bem até a virada do turno, quando o time era líder isolado, onze pontos na frente do São Paulo, e chegaram os reforços que acabaram não reforçando nada: Orteman, Morales, Souza. Pelo contrário, a partir daí o treinador ficou ainda mais confuso, passou a sofrer ainda mais pressão de parte da torcida, da direção e da imprensa. Os reforços e as lesões pioraram o time que já estava formatado! Como podíamos imaginar que até Souza daria uma resposta tão aquém da expectativa? É evidente que o treinador não é o único culpado, acredito que ninguém mais do que Celso Roth precisava deste título – mas que a campanha é a cara de Roth... ninguém haverá de contestar!
Antes disso: nossa ruína começou no exato momento em que poupamos os titulares na Copa Sul-Americana. Eu defendo essa tese: time titular sempre e em todas competições! Jogador é pra estar em campo! Botar time reserva em Gre-nal?!?! É brincadeira! Pois além de não conquistar títulos, tampouco ganhamos Gre-nais em 2008! Pelo contrário: do clássico do segundo turno, com os titulares em campo, prefiro nem lembrar!
O ataque não faz gols! Fato! Somados todos os atacantes não resultam em um! O Pere(b)a é uma piada, já podia ter sido mandado embora no meio do ano e falta não teria feito (tem contrato até 2010). Escalar Marcel é jogar com um a menos; é jogador pra os últimos 15 minutos se o time estiver ganhando, e olhe lá. Os franzinos Reinaldo e Soares não resolvem, não disputam, não ganham divididas, e ao negão Morales, que chegou pra resolver, não deram chances. Uma pena! Sigo na convicção de que Morales tem mais intimidade com a bola que Marcel.
Laterais? Não temos! Fato! Trata-se de prioridade para a próxima temporada. O meio campo ainda que vá lá, mas sem atacantes e laterais minimamente qualificados fica muito difícil (o trabalho dos alas é fundamental para o equilíbrio do time). Os destaques positivos ficam por conta do goleiro Victor (baita contratação, garantiu a classificação à Libertadores) e a zaga (Léo, Rever e até Pereirão).
Rumores indicam que Celso Roth deve renovar. Aí é dose! Aí é avalizar a derrota e a falta de qualidade – fracasso no Gauchão, Copa do Brasil, Sul-Americana e Brasileiro, Roth já deu claras demonstrações da sua falta de talento para ganhar títulos. O fim do filme todos conheciam, era a reprise que ninguém gostaria de ver. Se faltou qualidade, a ausência desta sempre compensamos na garra, na pegada, na raça, na indignação... Neste sentido, o time é também reflexo do seu treinador: cabisbaixo, mal humorado, resignado e reclamão.
E aí, ficamos assim...! Chance de título no Brasileirão como essa – no sistema de pontos corridos – vai ser difícil pintar novamente! Mas tamos na peleia! A torcida pode ficar tranqüila, na consciência do dever cumprido: a nossa parte fizemos, cantando sem parar dentro e fora do Olímpico!
Assim foi, assim é, assim será! Grêmio sempre!!!
Mas Celso Roth... nunca mais!
terça-feira, 25 de novembro de 2008
LEMBREM-SE DE BALTAZAR
or Felipe Sandrin
No dia 18/11/2008, eu escrevi em minha coluna:
"Diante do Coritiba, não lotamos o estádio pela vitória, mas sim pelo milagre: conseguimos vencer não porque acreditávamos, mas sim porque temíamos o pior. Se formos para o jogo de domingo como favoritos, o campeonato acabará, tomaremos um sacode e, anotem ai, não vai ser 1 a 0, não. Seremos goleados por um time sem pretensões no campeonato.
Toda vez que achamos que o Grêmio é capaz de conquistar este título, transmitimos tal pensamento para os jogadores, e eles acabam acreditando em nossa mentira. Eles acabam pensando que jogam mais do que realmente jogam e ai eles acabam não jogando nada".
O que vimos no jogo deste domingo foi fácil ser descrito: as máscaras caíram, e o jogadores paraguaios também. Para aqueles que jogam a culpa somente em Celso Roth, que abram os olhos: ele pode até ser "cagado pelas moscas", mas foi um dos menos responsáveis pelo que vimos dentro de campo.
Restou-me agradecer ao São Paulo por ter vencido seu jogo. Desta forma, a derrota dói menos. Ela mostra que cada qual ficou em seu lugar neste campeonato, e o Grêmio limitado fez mais do que todos esperávamos: conseguiu usar de feitos que só o Grêmio faz para arrancar uma vaga na Libertadores.
Ao término do jogo, olhei para o céu; ele estava azul, pássaros ainda cantavam e carros ainda passavam em ritmos que vão além do futebol. Lembrei de Baltazar dizendo que Deus guardava algo melhor para nós.
Minha vontade é de chorar, mas não de ser menos gremista. Chorando, eu apenas mostro o quanto amo este clube; morrendo, eu perderia tudo que ainda está por vir. E acreditem em mim e em Baltazar: Deus reserva algo muito melhor para nós.
No dia 18/11/2008, eu escrevi em minha coluna:
"Diante do Coritiba, não lotamos o estádio pela vitória, mas sim pelo milagre: conseguimos vencer não porque acreditávamos, mas sim porque temíamos o pior. Se formos para o jogo de domingo como favoritos, o campeonato acabará, tomaremos um sacode e, anotem ai, não vai ser 1 a 0, não. Seremos goleados por um time sem pretensões no campeonato.
Toda vez que achamos que o Grêmio é capaz de conquistar este título, transmitimos tal pensamento para os jogadores, e eles acabam acreditando em nossa mentira. Eles acabam pensando que jogam mais do que realmente jogam e ai eles acabam não jogando nada".
O que vimos no jogo deste domingo foi fácil ser descrito: as máscaras caíram, e o jogadores paraguaios também. Para aqueles que jogam a culpa somente em Celso Roth, que abram os olhos: ele pode até ser "cagado pelas moscas", mas foi um dos menos responsáveis pelo que vimos dentro de campo.
Restou-me agradecer ao São Paulo por ter vencido seu jogo. Desta forma, a derrota dói menos. Ela mostra que cada qual ficou em seu lugar neste campeonato, e o Grêmio limitado fez mais do que todos esperávamos: conseguiu usar de feitos que só o Grêmio faz para arrancar uma vaga na Libertadores.
Ao término do jogo, olhei para o céu; ele estava azul, pássaros ainda cantavam e carros ainda passavam em ritmos que vão além do futebol. Lembrei de Baltazar dizendo que Deus guardava algo melhor para nós.
Minha vontade é de chorar, mas não de ser menos gremista. Chorando, eu apenas mostro o quanto amo este clube; morrendo, eu perderia tudo que ainda está por vir. E acreditem em mim e em Baltazar: Deus reserva algo muito melhor para nós.
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