Por Eder Fischer
Nós, os torcedores, vivemos, quase que na totalidade do tempo, sobre o efeito paixão que temos pelo nosso Grêmio. Vamos de Marcel no ataque? Paulo Sérgio na lateral?
Putz... Mas fazer o que? . ...E da-lhe, da-lhe tricolor, eu sou borracho, sim, senhoooor! Foi este o sentimento de grande parte da torcida durante o ano. O futebol, dentro do campo, acabou. É agora que surgem os outros homens do futebol no clube. É agora que nossa torcida tem que deixar de ser a torcida copeira e se tornar igual as outras torcidas comuns. Se o time não está atacando, vaiem. Se atacou e não foi eficiente, vaiem também. Se fizer um gol, comemorem, mas em seguida voltem a vaiar se a apresentação não for convincente.
Há pouco tempo, fizemos, na minha opinião, uma das maiores injustiças para com um dirigente de futebol. Digo fizemos pois, apesar de não compactuar com a idéia, tendo escrito aqui neste espaço, inclusive, faço parte desta torcida. Expulsamos um dos maiores homens do futebol que o Grêmio já teve, ameaçando-o, inclusive. Se ainda não se deram conta de quem estou falando, peço que pesquisem: quem montou um time competitivo com recursos, que só não eram zero, porque eram negativos, para disputarmos a Segunda Divisão? Quem reforçou o time com poucos recursos para botar um Grêmio, recém vindo do inferno, na terceira posição do campeonato nacional? Quem preparou o Grêmio para a Libertadores de 2007, com Diego Souza, Saja, Lúcio, William, Teco, Schiavi? Quem trouxe para o Olímpico Rever, Victor, Roger e Roth (o melhor técnico do campeonato, na minha opnião) para este ano? Destes, três foram premiados este ano.
Não quero queimar ninguém, mas, na minha opinião, o Krieger ainda não mostrou a que veio. Seu maior mérito este ano foi manter o Roth – e antes de alguém falar que ele trouxe o Souza e repatriou o Tcheco, lembro que, na verdade, ele apenas fechou negociações que já estavam há muito tempo em andamento. Quem o Krieger realmente trouxe este ano foram Marcel, Orteman e Morales. A partir daí, peço que tirem suas conclusões.
Meu sentimento, nos anos anteriores, sempre foi de esperança, pois confiava na nossa diretoria, tinha certeza de que, se trouxessem um zagueiro do Ipatinga, é porque eles conheciam o jogador e o seu potencial. A regra básica para contratações que saiam da boca de Pelaipe e Odone quando questionados era a mesma: tem que ser um jogador que se identifique com o estilo de jogo histórico do Grêmio e que tenha potencial. Estas duas características aliadas já garantem, por si só, 80% do sucesso na contratação.
Este ano, torço muito para que nossos dirigentes façam um ótimo trabalho. Expectativa é a palavra que melhor representa o que sinto. Torço, mas não na quina do estádio como durante o ano: enquanto a nossa direção estiver agindo, estarei lá, na social, com minha pipoca, corneta e o meu radinho, pois agora é a hora da razão, para depois vivermos um ano inteiro de loucura.
sábado, 20 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
FAÇAM A PARTE DE VOCÊS
Por Silvio Pilau
Não gosto desse limbo entre o final de uma temporada e o início de outra. Sei lá, muita ansiedade. A expectativa da chegada de grandes jogadores, inevitavelmente, domina a torcida, ainda que saibamos que o clube não possui condições de trazer metade dos nomes que surgem em meio à boataria. Talvez seja esse o problema: essa expectativa quase nunca é preenchida. E, para piorar, outras equipes já começam a se reforçar.
Quanto a nós? Zero. Nada. Ninguém veio, só saiu. E saiu gente que vai fazer falta. Ou alguém realmente acha que temos um substituto à altura de Rafael Carioca? Certo que não. Uma opinião: Magrão não renderá nem metade do que rendeu neste ano. Muito do futebol que surpreendeu os próprios torcedores deveu-se ao fato de atuar ao lado de Carioca, um dos melhores jogadores em atualidade no país neste ano que se encerra.
O resto das saídas não temos muito o que lamentar. Foram jogadores que nunca se firmaram e sempre foram criticados pela torcida. Atletas como o esforçado Paulo Sérgio e o irregular Jean não farão falta, desde que, claro, a direção comece a agir em busca de outros nomes. Não adianta ficar só trazendo gurizada das categorias de base. Tenho certeza de que temos muito talento lá. Mas é preciso jogadores mais vividos e com talento. Equilíbrio, como diria Roth.
O São Paulo, mesmo com a forte base da equipe que já possui, contratou. O Palmeiras contratou. Até o Inter contratou – um jogador apenas, mas contratou. Quanto ao Grêmio, nada ainda. Com as carências da equipe de 2008 expostas a todos, já era para a torcida ter ouvido que alguns nomes assinaram contrato. Mas não. A direção parece mais preocupada com a Arena do que com o time. O foco não parece ser o que ocorre dentro de campo.
E isso me preocupa, pois temos mais uma Libertadores aí. Sei que não faremos fiasco, pois ali o Grêmio sente-se em casa. Mas é hora de agir. Tudo bem que não temos dinheiro, mas discordo quanto ao fato de as opções serem poucas. Quem entende de futebol – e é o que se espera de um dirigente – consegue montar um time forte somente através de boas escolhas. Direção, aguardamos. Façam a parte de vocês. A nossa vocês sabem que será feita.
Não gosto desse limbo entre o final de uma temporada e o início de outra. Sei lá, muita ansiedade. A expectativa da chegada de grandes jogadores, inevitavelmente, domina a torcida, ainda que saibamos que o clube não possui condições de trazer metade dos nomes que surgem em meio à boataria. Talvez seja esse o problema: essa expectativa quase nunca é preenchida. E, para piorar, outras equipes já começam a se reforçar.
Quanto a nós? Zero. Nada. Ninguém veio, só saiu. E saiu gente que vai fazer falta. Ou alguém realmente acha que temos um substituto à altura de Rafael Carioca? Certo que não. Uma opinião: Magrão não renderá nem metade do que rendeu neste ano. Muito do futebol que surpreendeu os próprios torcedores deveu-se ao fato de atuar ao lado de Carioca, um dos melhores jogadores em atualidade no país neste ano que se encerra.
O resto das saídas não temos muito o que lamentar. Foram jogadores que nunca se firmaram e sempre foram criticados pela torcida. Atletas como o esforçado Paulo Sérgio e o irregular Jean não farão falta, desde que, claro, a direção comece a agir em busca de outros nomes. Não adianta ficar só trazendo gurizada das categorias de base. Tenho certeza de que temos muito talento lá. Mas é preciso jogadores mais vividos e com talento. Equilíbrio, como diria Roth.
O São Paulo, mesmo com a forte base da equipe que já possui, contratou. O Palmeiras contratou. Até o Inter contratou – um jogador apenas, mas contratou. Quanto ao Grêmio, nada ainda. Com as carências da equipe de 2008 expostas a todos, já era para a torcida ter ouvido que alguns nomes assinaram contrato. Mas não. A direção parece mais preocupada com a Arena do que com o time. O foco não parece ser o que ocorre dentro de campo.
E isso me preocupa, pois temos mais uma Libertadores aí. Sei que não faremos fiasco, pois ali o Grêmio sente-se em casa. Mas é hora de agir. Tudo bem que não temos dinheiro, mas discordo quanto ao fato de as opções serem poucas. Quem entende de futebol – e é o que se espera de um dirigente – consegue montar um time forte somente através de boas escolhas. Direção, aguardamos. Façam a parte de vocês. A nossa vocês sabem que será feita.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
COM O GRÊMIO, PARA SEMPRE, NO TOPO DO MUNDO
Por Cristiano Zanella
Madrugada de 11 dezembro de 1983, um domingo. Tenho doze anos, e estou na sala da minha casa no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre. Sentado no sofá, em frente ao "televisor" da marca Sharp – o primeiro aparelho colorido que tivemos –, junto da minha família aguardo o início de Grêmio e Hamburgo. Naquela noite, o Tricolor iria sagrar-se Campeão do Mundo. Vinte e cinco anos atrás...
A transmissão era da TV Gaúcha, e a narração do saudoso (que lance!) Celestino Valenzuela. Estávamos todos sonolentos, principalmente as crianças, que vestiam pijamas e haviam sido acordadas minutos antes do início da partida. Apitos estridentes ecoam pelo Estádio Nacional de Tóquio, foguetes estouram na vizinhança, porque o Grêmio já está em campo, trajando camisetas da Adidas e calções brancos.
Confesso que pouco lembro da partida, que recentemente revi na íntegra em cópia DVD remasterizada (com som e imagem digitais – http://dvdgremio.blogspot.com). Mas ficaram na lembrança as principais jogadas, os gols do genial Renato Portaluppi, a elegância do vesgo Mario Sérgio, os lances de malandragem de Paulo César Caju, a peleia de De León, Paulo Roberto, China, Osvaldo e Tarciso (e do time todo), a estrela de Valdir Atahualpa Ramirez Espinosa – conquistador da América e do Mundo! Agradeço a todos eles, personagens da minha infância e adolescência, pelo empenho, pela raça, coragem e determinação – virtudes que iram ajudar a forjar a marca do Grêmio Foot-ball Porto-alegrense mundialmente, e para a eternidade!
Terminada a partida, pegamos nossas bandeiras e saímos no reluzente Opala bege de meu pai a comemorar pelas ruas da cidade, descendo a Protásio Alves, no Alto Petrópolis (local onde se reuniam os "magros" da época), depois pela Osvaldo Aranha, que também estava lotada, e no centro da cidade, em festa que seguiu madrugada adentro. O Grêmio era o Campeão do Mundo, e – para todo o sempre – nada poderia ser maior!
Vinte e cinco anos se passaram, e ainda hoje é difícil avaliar a dimensão histórica que adquiriu (e vem adquirindo) esta inesquecível partida para a formação de toda uma geração de torcedores, jogadores e dirigentes gremistas. Além de tratar-se do título mais importante em 105 anos de existência do Grêmio, é uma conquista a ser comemorada eternamente, que traduz a grandeza de um clube até então pouco conhecido no cenário internacional – vale lembrar que, atualmente, o Grêmio é líder no ranking oficial da CBF, terceiro entre os brasileiros no da Comnebol (atrás de São Paulo e Cruzeiro) e possui (pelo menos é o que indicam as pesquisas realizadas nas últimas décadas) a maior torcida da região sul do Brasil.
Eu tinha doze anos, e vi o Grêmio Campeão do Mundo em 1983 – um título para sempre! Mais uma vez, parabéns, Grêmio querido! O mundial é e será para sempre o nosso caminho! A Terra continua azul, é só olhar e ver...
Madrugada de 11 dezembro de 1983, um domingo. Tenho doze anos, e estou na sala da minha casa no bairro Três Figueiras, em Porto Alegre. Sentado no sofá, em frente ao "televisor" da marca Sharp – o primeiro aparelho colorido que tivemos –, junto da minha família aguardo o início de Grêmio e Hamburgo. Naquela noite, o Tricolor iria sagrar-se Campeão do Mundo. Vinte e cinco anos atrás...
A transmissão era da TV Gaúcha, e a narração do saudoso (que lance!) Celestino Valenzuela. Estávamos todos sonolentos, principalmente as crianças, que vestiam pijamas e haviam sido acordadas minutos antes do início da partida. Apitos estridentes ecoam pelo Estádio Nacional de Tóquio, foguetes estouram na vizinhança, porque o Grêmio já está em campo, trajando camisetas da Adidas e calções brancos.
Confesso que pouco lembro da partida, que recentemente revi na íntegra em cópia DVD remasterizada (com som e imagem digitais – http://dvdgremio.blogspot.com). Mas ficaram na lembrança as principais jogadas, os gols do genial Renato Portaluppi, a elegância do vesgo Mario Sérgio, os lances de malandragem de Paulo César Caju, a peleia de De León, Paulo Roberto, China, Osvaldo e Tarciso (e do time todo), a estrela de Valdir Atahualpa Ramirez Espinosa – conquistador da América e do Mundo! Agradeço a todos eles, personagens da minha infância e adolescência, pelo empenho, pela raça, coragem e determinação – virtudes que iram ajudar a forjar a marca do Grêmio Foot-ball Porto-alegrense mundialmente, e para a eternidade!
Terminada a partida, pegamos nossas bandeiras e saímos no reluzente Opala bege de meu pai a comemorar pelas ruas da cidade, descendo a Protásio Alves, no Alto Petrópolis (local onde se reuniam os "magros" da época), depois pela Osvaldo Aranha, que também estava lotada, e no centro da cidade, em festa que seguiu madrugada adentro. O Grêmio era o Campeão do Mundo, e – para todo o sempre – nada poderia ser maior!
Vinte e cinco anos se passaram, e ainda hoje é difícil avaliar a dimensão histórica que adquiriu (e vem adquirindo) esta inesquecível partida para a formação de toda uma geração de torcedores, jogadores e dirigentes gremistas. Além de tratar-se do título mais importante em 105 anos de existência do Grêmio, é uma conquista a ser comemorada eternamente, que traduz a grandeza de um clube até então pouco conhecido no cenário internacional – vale lembrar que, atualmente, o Grêmio é líder no ranking oficial da CBF, terceiro entre os brasileiros no da Comnebol (atrás de São Paulo e Cruzeiro) e possui (pelo menos é o que indicam as pesquisas realizadas nas últimas décadas) a maior torcida da região sul do Brasil.
Eu tinha doze anos, e vi o Grêmio Campeão do Mundo em 1983 – um título para sempre! Mais uma vez, parabéns, Grêmio querido! O mundial é e será para sempre o nosso caminho! A Terra continua azul, é só olhar e ver...
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
AS VERDADES DOEM
Por Felipe Sandrin
Amigos GREMISTAS e colorados,
gostaria de agradecer o grande número de acessos das colunas e, ao mesmo tempo, desculpar-me. Vendo o número de comentários e e-mails os quais recebo diariamente, sensibilizei-me com a situação e resolvi fazer uma terrível confissão: eu não leio nada do que os vermelhos escrevem.
Sei que a regra prática de um colunista é dar atenção a TODOS os leitores. Porém, eu uso esse espaço de forma diferente. Escrevo para tantos lugares sendo imparcial que, hoje em dia, o "Sob a Benção da Imortalidade" se tornou quase que uma gaveta onde guardo meus pensamentos. E, diante disso, não há espaço para inimigos. Nesta gaveta onde guardo o bom do meu amor pelo GRÊMIO, não há espaço para mágoas. Mesmo quando recebo e-mails enormes de colorados, eu nem termino de ler a primeira linha para excluí-los.
Eu entendo a necessidade de grandes comentários se justificando: "meu Inter não quer ser GRÊMIO. Vocês não são campeões do mundo". Só que quando tento ler, eu vejo um monte de blá, blá, blá, blá.
Não estou mandando ninguém embora de minhas colunas, não, bem pelo contrário: fico louco de faceiro quando o pessoal acusa a pancada. As verdades doem, mas tem muito masoquista por ai. E quem sou eu para criticar aqueles que tanta audiência dão ao espaço mais torcedor da Internet?
Querem imparcialidade? Vão no Vidarte, porque aqui o bicho pega mesmo! E o que deve ser dito será. GRE-nal não tira férias e, antes que comece a Libertadores, tenho que tocar minha flauta – porque depois não terei tempo pra falar de coisas pequenas. Né, coloraiada?
Bom, já escrevi minha cota de hoje. Agora é com vocês, colorados. Fiquem à vontade: prometo não discordar de nada, até porque seguirei não lendo coisa alguma do que vocês escrevem. Eu sou muito da paz.
Aliás, eu e Dom Elias Figueroa não temos medo da rivalidade: nós amamos ela.
Amigos GREMISTAS e colorados,
gostaria de agradecer o grande número de acessos das colunas e, ao mesmo tempo, desculpar-me. Vendo o número de comentários e e-mails os quais recebo diariamente, sensibilizei-me com a situação e resolvi fazer uma terrível confissão: eu não leio nada do que os vermelhos escrevem.
Sei que a regra prática de um colunista é dar atenção a TODOS os leitores. Porém, eu uso esse espaço de forma diferente. Escrevo para tantos lugares sendo imparcial que, hoje em dia, o "Sob a Benção da Imortalidade" se tornou quase que uma gaveta onde guardo meus pensamentos. E, diante disso, não há espaço para inimigos. Nesta gaveta onde guardo o bom do meu amor pelo GRÊMIO, não há espaço para mágoas. Mesmo quando recebo e-mails enormes de colorados, eu nem termino de ler a primeira linha para excluí-los.
Eu entendo a necessidade de grandes comentários se justificando: "meu Inter não quer ser GRÊMIO. Vocês não são campeões do mundo". Só que quando tento ler, eu vejo um monte de blá, blá, blá, blá.
Não estou mandando ninguém embora de minhas colunas, não, bem pelo contrário: fico louco de faceiro quando o pessoal acusa a pancada. As verdades doem, mas tem muito masoquista por ai. E quem sou eu para criticar aqueles que tanta audiência dão ao espaço mais torcedor da Internet?
Querem imparcialidade? Vão no Vidarte, porque aqui o bicho pega mesmo! E o que deve ser dito será. GRE-nal não tira férias e, antes que comece a Libertadores, tenho que tocar minha flauta – porque depois não terei tempo pra falar de coisas pequenas. Né, coloraiada?
Bom, já escrevi minha cota de hoje. Agora é com vocês, colorados. Fiquem à vontade: prometo não discordar de nada, até porque seguirei não lendo coisa alguma do que vocês escrevem. Eu sou muito da paz.
Aliás, eu e Dom Elias Figueroa não temos medo da rivalidade: nós amamos ela.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
RESPEITO ACIMA DE TUDO
Por Silvio Pilau
Já faz algum tempo que decidi não mais discutir futebol com colorados. Sei que muita gente tira um grande prazer desses colóquios futebolísticos sobre rivalidade, mas o fato é que nada sai daí. No fundo, eles são apenas uma perda de tempo. Ninguém vai conseguir convencer o outro lado. Jamais o seu argumento, por mais lógico e arrazoado que seja, será aceito pelo outro como verdadeiro. São discussões pautadas unicamente pela emoção e por amor cego, sem qualquer resultado.
Claro que essa é uma posição que nem sempre consigo seguir. Vez ou outra, encontro-me debatendo com colorados a importância de um título como a Sul-Americana, a legitimidade do Mundial Interclubes, a não-conquista da vaga na Libertadores no centenário e muitas outras coisas. No entanto, sempre que isso acontece, procuro manter a discussão no tom da brincadeira e do bom humor, tentando me divertir ao máximo em tal momento. Nunca deixando a conversa descambar para a insensatez e a falta de respeito.
No que concerne a mim e meus papos sobre futebol com amigos, consigo fazer isso. Sei que a posição deles é, igualmente, a de uma conversa divertida e de uma provocação saudável, que faz parte da magia desse esporte. Porém, com mais freqüência do que gostaria, vejo e tenho notícias de resultados desagradáveis saídos dessa rivalidade, como se o amor cego pelo clube se transformasse em um ódio cego por qualquer pessoa que vista a camisa do rival.
Aqui mesmo no Final Sports tivemos um exemplo claro disso na semana passada. Um texto publicado no lado gremista despertou uma reação pelo lado colorado, inclusive com ofensas ao autor. De quebra, os comentários foram inundados por declarações de baixo nível, por parte de ambas as torcidas. Esta é somente mais uma prova do motivo pelo qual procuro evitar o desgaste de discutir futebol: não se chega a lugar algum e, se uma das pessoas for mais exaltada, o clima pode ficar pesado e com resultados que ninguém gostaria.
No caso dos textos já citados, não cabe tentar apontar quem estava certo e quem estava errado. Cada um vai tomar a posição no lado que mais lhe convém - leia-se, no time que torce. Mas até nisso é possível ser educado.
Há algum tempo, postei um texto com o título “Eu Amo o Inter”. Claro que não passava de uma brincadeira, uma ironia, um texto que jamais desrespeitava o adversário. Recebi centenas de mensagens no Orkut que eram simplesmente ofensas a mim, sem qualquer tentativa de argumentação.
O que fiz? Respondi uma a uma. Todas as que eu pude responder. Mas não no mesmo nível. Respondi de forma educada, tentando argumentar e falando que uma reação a nível pessoal como a que os colorados estavam tendo era desnecessária. Para muitos, foi um tapa de luva. Boa parte me retornou pedindo desculpas, compreendendo a insensatez de tal reação. Claro que muitos continuaram com as ofensas, mas fiquei satisfeito por ter feito alguns perceberem seus erros e compreender que é possível, sim, uma rivalidade alicerçada no respeito não somente pelo rival, mas pelo ser humano.
É claro que essas palavras que vocês lêem agora não farão a menor diferença. Gremistas e colorados vão continuar discutindo. E, quanto a isso, não vejo qualquer problema. Nem quero que isso pare. Enquanto as provocações mantiverem o tom de amizade, o toque saudável de ironia e a criatividade única que as torcidas têm, comprometo-me a acompanhar de perto e, quem sabe, até participar de algumas.
A minha ressalva é quando a discussão sai do nível da civilidade. A partir daí, é somente um passo para os xingamentos, para as brigas, para as mortes. E é apenas isso que peço: respeito, bom senso e civilidade. A rivalidade pode ser sensacional quando se mantém dentro desses valores. Um pouco de provocação não faz mal a ninguém. Mas que seja feita dentro dos limites.
Já faz algum tempo que decidi não mais discutir futebol com colorados. Sei que muita gente tira um grande prazer desses colóquios futebolísticos sobre rivalidade, mas o fato é que nada sai daí. No fundo, eles são apenas uma perda de tempo. Ninguém vai conseguir convencer o outro lado. Jamais o seu argumento, por mais lógico e arrazoado que seja, será aceito pelo outro como verdadeiro. São discussões pautadas unicamente pela emoção e por amor cego, sem qualquer resultado.
Claro que essa é uma posição que nem sempre consigo seguir. Vez ou outra, encontro-me debatendo com colorados a importância de um título como a Sul-Americana, a legitimidade do Mundial Interclubes, a não-conquista da vaga na Libertadores no centenário e muitas outras coisas. No entanto, sempre que isso acontece, procuro manter a discussão no tom da brincadeira e do bom humor, tentando me divertir ao máximo em tal momento. Nunca deixando a conversa descambar para a insensatez e a falta de respeito.
No que concerne a mim e meus papos sobre futebol com amigos, consigo fazer isso. Sei que a posição deles é, igualmente, a de uma conversa divertida e de uma provocação saudável, que faz parte da magia desse esporte. Porém, com mais freqüência do que gostaria, vejo e tenho notícias de resultados desagradáveis saídos dessa rivalidade, como se o amor cego pelo clube se transformasse em um ódio cego por qualquer pessoa que vista a camisa do rival.
Aqui mesmo no Final Sports tivemos um exemplo claro disso na semana passada. Um texto publicado no lado gremista despertou uma reação pelo lado colorado, inclusive com ofensas ao autor. De quebra, os comentários foram inundados por declarações de baixo nível, por parte de ambas as torcidas. Esta é somente mais uma prova do motivo pelo qual procuro evitar o desgaste de discutir futebol: não se chega a lugar algum e, se uma das pessoas for mais exaltada, o clima pode ficar pesado e com resultados que ninguém gostaria.
No caso dos textos já citados, não cabe tentar apontar quem estava certo e quem estava errado. Cada um vai tomar a posição no lado que mais lhe convém - leia-se, no time que torce. Mas até nisso é possível ser educado.
Há algum tempo, postei um texto com o título “Eu Amo o Inter”. Claro que não passava de uma brincadeira, uma ironia, um texto que jamais desrespeitava o adversário. Recebi centenas de mensagens no Orkut que eram simplesmente ofensas a mim, sem qualquer tentativa de argumentação.
O que fiz? Respondi uma a uma. Todas as que eu pude responder. Mas não no mesmo nível. Respondi de forma educada, tentando argumentar e falando que uma reação a nível pessoal como a que os colorados estavam tendo era desnecessária. Para muitos, foi um tapa de luva. Boa parte me retornou pedindo desculpas, compreendendo a insensatez de tal reação. Claro que muitos continuaram com as ofensas, mas fiquei satisfeito por ter feito alguns perceberem seus erros e compreender que é possível, sim, uma rivalidade alicerçada no respeito não somente pelo rival, mas pelo ser humano.
É claro que essas palavras que vocês lêem agora não farão a menor diferença. Gremistas e colorados vão continuar discutindo. E, quanto a isso, não vejo qualquer problema. Nem quero que isso pare. Enquanto as provocações mantiverem o tom de amizade, o toque saudável de ironia e a criatividade única que as torcidas têm, comprometo-me a acompanhar de perto e, quem sabe, até participar de algumas.
A minha ressalva é quando a discussão sai do nível da civilidade. A partir daí, é somente um passo para os xingamentos, para as brigas, para as mortes. E é apenas isso que peço: respeito, bom senso e civilidade. A rivalidade pode ser sensacional quando se mantém dentro desses valores. Um pouco de provocação não faz mal a ninguém. Mas que seja feita dentro dos limites.
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